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| Ano V - Nº 248 |
| Ainda estamos sós |
| CNN Space - 1º de dezembro de 2005 |
| Lançada em 1997, a nave Cassini passou sete anos viajando pelo espaço até chegar em Saturno, onde liberou a sonda Huygens que desceu na lua Titã em janeiro desse ano. Titã é o maior satélite de Saturno (o segundo maior do Sistema Solar, maior que nossa Lua e que os planetas Mercúrio e Plutão), sendo também a única lua com uma densa e turbulenta atmosfera composta especialmente por nitrogênio e metano (seria também explosiva, se houvesse oxigênio). Em sua superfície, a Huygens revelou um mundo extraordinário, semelhante à Terra em muitos aspectos, mas com ingredientes diferentes. Sua superfície é largamente plana, com uma textura como barro molhado, salpicada por pedras de gelo. Ali a temperatura chega a quase 180 graus negativos, o que provavelmente permite uma fina chuva de metano mas impede a existência de água em estado líquido. Um dos especialistas da missão, Francis Raulin, analisa que segundo os dados da Huygens é muito improvável que Titã possa oferecer suporte a qualquer forma de vida. A não ser em seu interior, abaixo do solo congelado. As características da maior lua de Saturno sempre estimularam os cientistas na esperança de se encontrar formas de vida primitivas em nosso Sistema Solar. |
| Os filhos da anã marrom |
| Space.com - 30 de novembro de 2005 |
| Durante vários anos os astrônomos lutaram para distinguir entre planetas, estrelas e uma classe intermediária de objetos, as anãs marrons (veja diagrama). Parece simples, mas os habitantes do zoológico cósmico são bem mais sutis do que imaginamos a princípio. É que a fronteira entre esses astros pode ser muito difícil de determinar. Veja o caso das anãs marrons. Geralmente são vistas como objetos mais maciços que os planetas, mas que não produzem energia por meio de reações termonucleares, como as estrelas. Uma confusão começa quando você encontra objetos em órbita de uma anã marrom. São planetas? Mas planetas não ficam em órbita de estrelas, por definição? E se a anã marrom em questão tem massa da mesma ordem de grandeza que um planeta? Uma equipe de pesquisadores liderados por Kevin Luhman da Universidade de Penn State, EUA, descobriu exatamente isso. Uma anã marrom com cerca de oito vezes a massa de Júpiter, cercada por um anel de formação planetária. Ninguém sabe ainda se realmente vão surgir planetas ali, mas Luhman especula se o objeto recém encontrado não pode criar um sistema solar em miniatura. A anã marrom em questão é denominada Cha 110913-773444 e vem sendo observada com os telescópios espaciais Spitzer e Hubble, da NASA, e por dois telescópios nos Andes chilenos, o Blanco e o Gemini. |
| Sonda pousa e recolhe amostra de asteroide |
| Jaxa - 26 de novembro de 2005 |
| Durante a primeira tentativa, a sonda japonesa Hayabusa realmente tocou a superfície do asteroide Itokawa duas vezes, mas o procedimento de coleta de material não foi iniciado. Mas no sábado 19 de novembro foi realizada uma nova tentativa – e desta vez com sucesso! Hayabusa, que significa falcão em japonês, é um projeto pioneiro de 170 milhões de dólares da Jaxa, a agência espacial japonesa, que pretende trazer para a Terra as primeiras amostras de um asteroide. O alvo foi Itokawa (asteroide cujo nome é uma homenagem a Hideo Itokawa, pai do programa espacial japonês), com cerca de 500 por 200 quilômetros de extensão. A coleta foi realizada através do disparo de um pequeno projétil na superfície do asteroide. A sonda se prepara agora para o seu retorno a Terra, que deve acontecer em junho de 2007. As amostras estarão numa cápsula que cairá de pára-quedas próximo à Austrália. Só então o sucesso da missão estará completo. O estudo dos asteroides é importante porque eles preservam informações sobre a origem do nosso sistema planetário, como "fósseis" em órbita do Sol. A missão teve a participação da organização não governamental Planetary Society. |