Novidades do Espaço ExteriorAntena
 Ano V - Nº 239

A misteriosa luz de Andrômeda
Agência FAPESP - 22 de setembro de 2005

Há mais de uma década os cientistas estavam curiosos sobre a intrigante luz azul em torno de um buraco negro super maciço no coração da galáxia de Andrômeda (veja a imagem).

Até que uma nova descoberta solucionou parte do mistério. O estudo das imagens obtidas com o espectrógrafo do telescópio espacial Hubble sugere que a luz vem de mais de 400 estrelas jovens, formadas há cerca de 200 milhões de anos e agrupadas num disco com apenas um ano-luz de diâmetro que se move em volta do buraco negro.

Ali as estrelas são muito rápidas, deslocando-se a mais de 3,6 milhões de quilômetros por hora. Velocidade suficiente para ir da Terra à Lua em seis minutos.

Mas a descoberta cria outra questão: como esse disco de estrelas conseguiu se formar tão próximo de um buraco negro gigante, 140 milhões de vezes mais maciço que o Sol. A força exercida pelo buraco negro não deveria permitir que o gás e a poeira circundante colapsassem para formar estrelas.

De volta à Lua
Boletim Em Órbita - 19 de setembro de 2005

Esta semana a NASA, agência espacial norte-americana, anunciou oficialmente um de seus mais ambiciosos programas espaciais: regressar à Lua em 2018.

Para ser um programa bem sucedido, será necessário finalizar a construção da Estação Espacial Internacional (ISS) e desenvolver um novo veículo tripulado reutilizável, o CEV (Crew Exploration Vehicle), que substituirá a atual frota de ônibus espaciais (cuja "aposentadoria" está prevista para 2010).

O custo total do programa americano até a primeira alunissagem tripulada está estimado em cerca de 55% do custo do Programa Apollo, cifra que beira os irreais 104 bilhões de dólares. Apesar do congresso americano ser favorável, questiona-se se estará disponível para financiar o novo programa.

É quase certo que esse financiamento traga cortes em outros programas espaciais. O desenvolvimento do CEV é o ponto mais importante. Ele transportará até seis astronautas para a ISS ou 25 toneladas de carga em sua versão não tripulada.

O novo veículo deverá pesar 50% mais que cápsulas Apollo e transportar o dobro dos astronautas, podendo permanecer até seis meses em órbita lunar de forma independente. O CEV será lançado por um foguete derivado dos que atualmente impulsionam os ônibus espaciais.

O plano da missão lunar prevê o lançamento do CEV para uma órbita terrestre baixa, aonde irá se acoplar com o novo veículo de exploração lunar. A missão transportará quatro astronautas que irão permanecer na Lua durante uma semana.

Neste cenário o CEV ficará sem tripulação na órbita lunar. Após os trabalhos na superfície, os quatro astronautas irão regressar ao CEV e iniciar a viagem de volta a Terra.

Mas ao contrário das missões Apollo, o novo programa permite uma exploração completa da superfície lunar. Inicialmente está prevista a realização de duas missões lunares por ano, havendo a possibilidade dos astronautas permanecerem por até seis meses na Lua.