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| Ano V - Nº 238 |
| Brasileiros vêem explosão mais distante do Universo |
| Spaceflight Now - 13 de setembro de 2005 |
| Tudo ocorreu somente 900 milhões de anos depois do que o Universo nasceu (sua idade atual é de cerca de 13,7 bilhões de anos). A morte (colapso) de uma antiga e muito longínqua estrela lançou poderosas rajadas de radiação ou GRBs (disparos de raios gama, na sigla em inglês) cosmos afora. Uma delas chegou por aqui no último 4 de setembro e foi captada pelo satélite Swift, da NASA (agência espacial americana), vindo de um ponto na constelação de Peixes. Como de costume, um alerta foi disparado para cerca de 900 astrônomos no mundo, para que eles também pudessem observar o brilho posterior à explosão de raios gama – e confirmá-lo. E quem fez isso foi o Soar (Observatório Austral para a Pesquisa em Astronomia, na sigla em inglês), resultado da parceria entre Brasil e Estados Unidos. O Soar é um dos telescópios mais modernos do mundo. Fica no topo do Cerro Pachon, no Chile, e custou US$ 28 milhões, dos quais doze é investimento brasileiro, por isso o país tem direito ao uso do mesmo durante cem noites por ano. A confirmação do GRBs foi feita por uma dupla de pesquisadores brasileiros que então operavam o Soar. O Subaru, telescópio japonês, fez a medição precisa da distância da fonte: 12,8 bilhões de anos-luz. Somente um quasar havia sido detectado até hoje tão longe. Satélites como o Swift podem definir a direção dessas explosões, e telescópios como o Soar estão aptos a estudar sua composição para entender onde e quando essas estrelas se formaram. |
| O falcão e o asteroide |
| Spaceflight Now - 12 de setembro de 2005 |
| Depois de viajar mais de um bilhão de quilômetros, a sonda japonesa Hayabusa finalmente alcançou o asteroide 25143 Itokawa. Pelas próximas semanas ela deverá permanecer a uma distância de apenas 20 km do astro, mapeando sua superfície. Mas não é só isso. Em novembro a Hayabusa, nome que em japonês quer dizer falcão peregrino, planeja fazer algo extraordinário: depois de gentilmente tocar a superfície do asteroide, num local cuidadosamente escolhido, ela vai coletar material do solo e se afastar, para então iniciar sua viagem de retorno a Terra. Será a primeira missão a trazer amostrar de um asteroide em toda a história! A nave também deixará um pequeno módulo de pouso, chamado Minerva, capaz de percorrer o astro por alguns dias, medir sua temperatura e tirar fotos de alta resolução. A missão (também denominada MUSES-C) tem a participação da filiada no Japão da Planetary Society, que lançou uma campanha em 2002 para coletar nomes de pessoas de todo o mundo que serão deixados no asteroide antes que a Hayabusa comece a recolher as amostras. |