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| Ano V - Nº 237 |
| Um cometa revisitado |
| Sky Pub. - 9 de setembro de 2005 |
| Faz dois meses desde que a cápsula impactor, da missão Deep Impact, colidiu com o cometa Tempel 1. E os astrônomos continuam a aprender mais sobre o evento, um dos mais espetaculares dos últimos anos. Pelo material ejetado da cratera estima-se que ela possa ter 10, 30 ou até mesmo 100 metros de diâmetro. Mas ela nunca foi vista devido a problemas com a câmera principal do orbitador – única decepção de toda a missão. Mesmo assim a missão conseguiu as primeiras imagens de crateras num cometa, provocadas pelo impacto de meteoritos. Nas semanas que seguintes ao impacto, o cometa apresentou uma série de seis erupções, duas delas na semana em que ocorreu o choque. O impactador acusou colisões com grãos do cometa em suspensão, 21 segundos antes de bater. Sendo que a concentração deles foi aumentando à medida que se aproximava mais. As fotografias do cometa ajudaram os pesquisadores a definir a forma de seu núcleo, de 7,6 por 4,7 quilômetros, menor e mais arredondado que o inicialmente previsto. A densidade é de 0,6 grama por centímetro cúbico. Pela primeira vez se obteve um mapa detalhado das temperaturas da superfície de um cometa. Antes da Deep Impact, cientistas já haviam obtido close-ups dos cometas Borelly e Wild 2. O Tempel 1 mostrou-se diferente de ambos, mas também preserva em seu interior o material original procedente de sua formação, 4,5 bilhões de anos atrás. |
| Maior asteroide contém mais água doce que a Terra |
| Space.com - 7 de setembro de 2005 |
| Ceres, o maior asteroide conhecido, aparenta ter mais água doce que todos os rios e lagos da Terra – e ainda se parece com o nosso mundo de outros modos. Esse é o resultado de um estudo recente que aponta para a baixa densidade do asteroide, que seria possuidor de um manto riquíssimo em água congelada. O volume total de água na Terra é de cerca de 1,4 bilhões de quilômetros cúbicos, dos quais 41 milhões são de água doce. Se as medições estiverem corretas, o manto de Ceres, que responde por 25% de sua massa, teria cerca de 200 milhões de metros cúbicos de água. E como todos os "nove planetas regulares" têm interiores diferenciados, esta nova visão de Ceres está fazendo alguns astrônomos o chamarem de "mini-planeta" – esquentando ainda mais o debate sobre a definição de planeta. Uma outra explicação é a de que Ceres seria uma espécie de "planeta bebê", uma versão não desenvolvida da Terra e dos outros planetas rochosos. A dúvida que talvez só seja eliminada definitivamente em 2015, quando a missão Dawn sobrevoar de perto esse asteroide. |