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| Ano V - Nº 220 |
| Primeiro fotomosaico da superfície de Titã |
| NASA/JPL - 13 de maio de 2005 |
| À medida que a grande quantidade de dados colhidos durante a descida da sonda Huygens em Titã, a maior lua de Saturno, estão sendo processados, novas e fascinantes vistas desse misterioso mundo novo vão sendo reveladas. A Huygens foi enviada para Saturno a bordo da Cassini, a maior espaçonave automática de exploração planetária já construída (veja as duas próximas notícias). Sua intenção era realizar o primeiro pouso num satélite de outro planeta do Sistema Solar. A missão tem sido um grande sucesso – e a Cassini continua a explorar o majestoso planeta dos anéis. A Huygens tirou sua série de fotografias da superfície durante sua descida em Titã, em 14 de janeiro deste ano. As imagens se sobrepõem devido à rotação da sonda e aos campos de visão das diferentes câmeras, mas já é possível construir o primeiro mosaico (fotomontagem) de algumas das muitas vistas que a Huygens obteve deste enigmático mundo, protegido por uma densa atmosfera (veja a imagem). |
| Cinco meses nos anéis de Saturno |
| Spaceflight Now - 10 de maio de 2005 |
| Imagine a cena num futuro distante: em vez de fazer uma grande viagem de volta ao mundo, como era comum séculos atrás (mas hoje tão corriqueiro como ir à cidade vizinha), você decide passar cinco meses visitando um dos lugares mais exóticos e belos do Universo. O que é ficção para qualquer ser humano nascido até hoje está para se tornar realidade para um robô pioneiro da exploração espacial. A Cassini está pronta para começar uma nova fase da sua empolgante missão de exploração a Saturno. Após diversos vôos rasantes em algumas das 49 luas que circundam esse planeta gigante, agora será a vez de um estudo detalhado – e próximo – dos anéis. Serão cinco meses de sobrevôos que nos revelarão imagens maravilhosas e um turbilhão de bits de informação enviados a Terra e ansiosamente aguardados pelos pesquisadores. Como os anéis se formaram? Quanto tempo têm? Quanto vão durar? Qual sua composição exata? A Cassini verá os anéis em suas fases iluminada e à sombra, tanto de frente para o Sol quanto do lado oposto a ele. Esta amplitude de geometrias vai permitir que todos os instrumentos da nave investiguem a estrutura como nunca antes. Boa sorte, Cassini. Esperamos estar nos sonhos dessa máquina privilegiada. |
| A lua da onda |
| Spaceflight Now - 10 de maio de 2005 |
| Ela já havia sido prevista matematicamente, mas nunca observada. A nave Cassini acaba de encontrar uma lua (S/2005 S1, com apenas 7 quilômetros de extensão) numa estreita faixa vazia entre dois anéis adjacentes do planeta, conhecida como Kepler gap, produzindo ondas na estrutura (clique e veja a foto). O pequeno satélite pastoreia os anéis a 136.505 quilômetros do centro do planeta, mas os astrônomos ainda não sabem determinar se sua órbita é circular ou excêntrica. |