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| Ano V - Nº 215 |
| Cada pólo com sua aurora |
| Agência FAPESP - 07 de abril de 2005 |
| Se você já leu sobre auroras, talvez tenha ouvido falar que as auroras boreais e austrais são como espelhos uma da outra, adornando os pólos magnéticos da Terra. Bem, não necessariamente. Novas observações da NASA, a agência espacial norte-americana, sugerem que são fenômenos distintos. E a principal causa da diferença parece ser a interação entre a atmosfera solar e o campo magnético terrestre. Análises feitas a partir de imagens de satélites mostraram como as auroras se movem e mudam de forma, influenciadas pelo campo magnético e pelas condições dos ventos solares. A porção mais externa da atmosfera solar é formada por um gás extremamente fino e eletrificado, chamado vento solar, que é constantemente "soprado" pelo Sol em velocidades da ordem de 400 quilômetros por segundo. O campo magnético terrestre é um obstáculo ao vento solar e se comprime e contorce formando uma bolha estendida chamada magnetosfera. Isso guarda o planeta dos efeitos nocivos do vento solar. Mas não é uma proteção infalível. Algumas vezes partículas do vento solar conseguem penetrar o nosso "campo de força" magnético. São as colisões entre elas e as partículas carregadas da atmosfera terrestre que criam as auroras. Os pesquisadores observaram que as auroras austrais se movem em direção ao Sol, enquanto aa boreais continuaram na mesma posição. Acredita-se que isso se deveu ao fato do vento solar ter penetrado na magnetosfera pelo hemisfério Sul em vez do Norte. Outro ponto surpreendente foi que as duas formações, quando observadas, estavam inclinadas em direção ao nascente. "Como o campo magnético terrestre não é perfeitamente bipolar, achamos que essa característica tenha o efeito de fazer com que as auroras não sejam imagens perfeitas uma da outra", afirmou Timothy Stubbs, do Centro Espacial Goddard, da NASA. |
| Resolvido mistério da Lua de Sedna |
| Spaceflight Now - 04 de abril de 2005 |
| Quando o distante planetóide Sedna foi descoberto, nos confins do Sistema Solar, ele deixou os cientistas extasiados. Sedna aparentava mover-se em torno de si mesmo muito lentamente (40 dias) comparado a maioria dos objetos do nosso sistema planetário. A hipótese mais provável nesse caso era a existência de um satélite até então não observado, cuja interação gravitacional com Sedna havia freado sua rotação ao longo do tempo. Mas nem mesmo o telescópio espacial Hubble conseguiu ver a tão esperada lua de Sedna. Agora o mistério parece resolvido. Novas medidas indicam que Sedna, afinal, não gira tão lentamente. Sedna está a mais de 72 bilhões de quilômetros do Sol, ou quinhentas vezes mais longe do Sol que a Terra. Usando a nova MegaCam instalada no telescópio de 6,5 metros de Monte Hopkins, no estado norte-americano do Arizona, os astrônomos obtiveram um valor mais realista para a rotação do planetóide – apenas 10 horas, valor que dispensa a presença de uma lua para explicar as flutuações de seu movimento. |
| A nova vizinha da Via Láctea |
| Sky Pub. - 03 de abril de 2005 |
| A família da Via Láctea, a galáxia em que se situa o Sistema Solar e todas as estrelas que vemos no céu a olho nu, acaba de ganhar um novo membro. Foi descoberta a pequena galáxia da Ursa Maior, elevando para treze o número de galáxias satélites da nossa galáxia. A Ursa Maior é uma galáxia anã com apenas 1.600 anos-luz de extensão (a Via Láctea tem 100 mil anos-luz de ponta a ponta). Localizada a 350 mil anos-luz de distância, sua luminosidade é também a menor já registrada: apenas 40 mil sóis – o que contribuiu para sua descoberta tardia. A galáxia da Ursa Maior fica a cerca de seis graus a sudoeste da constelação de mesmo nome, bem visível a partir do hemisfério Norte. |