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| Ano III - Nº 148 |
| Um Natal em Marte |
| Science@Nasa - 19 de dezembro de 2003 |
| A Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA), já liberou o módulo Beagle 2, que deverá se encaminhar para o pouso em solo marciano a partir da próxima quinta-feira 25, dia de Natal. Com o mesmo nome do navio que levou Charles Darwin em sua expedição mais famosa, o Beagle 2 é um laboratório auto-suficiente em forma de disco-voador com aproximadamente 90 cm de diâmetro e, muito embora leve diversas ferramentas científicas poderosas, pesa apenas 30 kg. Enquanto isso a Mars Express, um orbitador, gira em volta do planeta umas poucas centenas de quilômetros acima. No dia de Natal o Beagle entrará na atmosfera marciana a uma velocidade de quase 20.000 km/h. A resistência começará a reduzir a velocidade e uma série de pára-quedas se abrirá, reduzindo a velocidade do Beagle ainda mais. A 200 metros do solo três airbags se incharão para amortecer a queda. O local de pouso esperado é a bacia Isidis Planitia, alta o bastante para permitir o máximo de frenagem durante a entrada na atmosfera marciana, muito pouco densa. Também há algumas indicações de que esse local contém gelo, o que o torna um local promissor para procurar sinais de vida. O Beagle-2, fruto de uma cooperação internacional que envolveu mais de uma centena de sociedades e trinta institutos de pesquisa de quinze países diferentes, vai recolher e analisar amostras do subsolo de Marte. |
| As primeiras imagens do telescópio espacial Spitzer |
| Spaceflight Now - 18 de dezembro 2003 |
| A NASA divulgou hoje as primeiras imagens do seu novo telescópio espacial de infravermelho Spitzer. São visões espetaculares da nebulosa da Tromba do Elefante, na constelação de Cefeu, e um panorama da galáxia em espiral Messier 81, na constelação da Ursa Maior. O aparelho também está sendo usado para estudar cometas e estrelas em formação. O telescópio Spitzer é equipado com três instrumentos: uma máquina fotográfica CCD poderosa e sensível a comprimentos de onda no infravermelho curto, um espectrógrafo para estudar a composição química dos objetivos do telescópio, e um fotômetro multi-faixa que une imagens e dados de espectrógrafo em comprimentos de onda mais longos. Esse observatório espacial obterá até 8 gigabytes de dados por dia – o equivalente de 20.000 observações anuais. Isto é 100 a 1.000 vezes mais que qualquer telescópio espacial de infravermelho já construído antes. O nome do instrumento vem de Lyman Spitzer Jr. (1914-1997), astrofísico que desenvolveu o conceito de telescópios espaciais. |