Novidades do Espaço Exterior – Ano IV – Nº 167
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| Ano IV – Nº 167 |
Cassini e Saturno: cada vez mais perto
Saturno e seus anéis cabem inteiramente no campo de visão de uma câmera da sonda Cassini. Mas é a última em que isso acontece. Deste ponto em diante, a Cassini estará tão próxima que simplesmente o planeta não mais caberá por inteiro no campo da câmera.
Na imagem vê-se as variações de cor entre faixas atmosféricas características no hemisfério sul de Saturno, agora mais distintas que nunca. Geralmente essas variações sugerem composições diferentes. A estreita faixa azul luminosa no hemisfério do norte é a luz do Sol atravessando a divisão de Cassini e se espalhado pela atmosfera superior. Vê-se duas manchas escuras no hemisfério sul.
Elas estão próximas da mesma latitude onde a Cassini viu a fusão de duas tempestades em março. Há também várias luas visíveis na foto: no sentido horário partindo do canto superior direito temos Encédalus (499 km de diâmetro), Mimas (398 km de diâmetro), Tétis (1600 km) e Epimeteus (116 km).
A imagem é uma composição de três exposições, em vermelho, verde e azul, obtida quando a sonda estava a 47,7 milhões de quilômetros do planeta. A resolução da foto é de 286 quilômetros por pixel. Dia 18 de maio a Cassini entra “oficialmente” no sistema de Saturno. Sua inserção orbital acontecerá em julho.
Um novo mineral lunar
Um pequeno pedaço da Lua que há quatro anos caiu na região de Omã, fronteira com o Iêmen e a Arábia Saudita, contém um mineral até então desconhecido.
Batizado de “hapkeite” (numa homenagem a Bruce Hapke, da Universidade de Pittsburgh, que previu seu processo de formação há 30 anos para explicar o escurecimento de rochas em corpos celestes sem água e atmosfera), ele é formado através de um processo diferente de tudo o que se conhece na Terra.
Alguns minerais desse tipo se formam aqui através da ação de descargas elétricas atmosféricas, mas o novo mineral é uma combinação diferente. Hapkeite tem a fórmula química Fe2Si, indicando a presença de dois átomos de ferro para cada átomo de silício.
Acredita-se que ele tenha se formado pelo impacto de micrometeoritos contra a superfície da Lua, num processo que envolve o derretimento e vaporização de solo lunar após o impacto.


